13 de jul. de 2018

Um espetáculo que se chama Copa do Mundo

 A bola na trave, o gol que não veio, o pênalti marcado que o juiz voltou atrás... O lance magistral, a surpresa no caminho, a decepção dos campeões. A Copa do Mundo da Rússia está marcada na história do esporte mais popular do planeta. O mundial de 2018 apresentou o improvável, o imprevisto, o inesquecível. Disse ao mundo o que é o Futebol.

As quatro linhas mostraram que o favoritismo não ganha jogo. Alemanha, Espanha e Argentina foram embora cedo. Deixaram pra trás a soberba, as esperanças perdidas, os fãs decepcionados. O Brasil, talvez o melhor Brasil das últimas Copas, caiu. Foi-se ladeira abaixo, quando Lukaku, Hazard e cia., deitaram e rolaram. Mas não igual ao nosso camisa 10...

Em campo, a surpresa Croácia, de Modric e Rakitic, e a França, de Mbappé, Kanté e Pogba, (diga-se a única na fila das apostas que vingou), encerraram o espetáculo.

Um espetáculo que se chama Copa do Mundo. Daqueles que o protagonismo não está dentro do campo, na bola, no gol, na defesa, na vitória, na derrota.

O protagonista de uma Copa é o torcedor, que neste ano chamou a atenção. Daqueles desprezíveis, com insultos machistas compartilhados – e combatidos – nas redes, aos que encantaram e deram exemplo, como os japoneses recolhendo os lixos dos estádios. Torcedores que mostraram ao planeta uma outra Rússia.

Rússia essa conhecida pelo gelado clima diplomático, ferveu com a miscigenação em suas ruas. Diz quem lá esteve que o maior país do mundo, jamais presenciou tamanho congraçamento.

Copa que é Copa tem lágrimas além dos sorrisos e emoção além da razão. E essa teve. Ingredientes perfeitos para uma bela competição de futebol. O futebol respira e nos fez respirar em meio a tanta nebulosidade.

Não ligue, brasileiro, para o resultado que ficou novamente pelo caminho. Afinal, apreciamos em 2018 um grandioso espetáculo, digno de uma grande Copa do Mundo.

Voltamos à nossa realidade...